06 novembro 2006

"Viva o verso"

- (vem / bem) vindo -

Vejo um novo verso
Vindo só, rindo.
“Vivo sorrindo”
altivo, versou.

O verso velho
compressa na testa
ouviu vozes vindo
(ou viu vozes rindo?)
olvidou sua versa
ouvindo a conversa
virando-se com dor.

virando computador,
o vivo chegou
versando veloz
sem pressa na festa
“convite?” – lhe pediram
“semvite!” – lhe sorriram
entrou ventando e saiu inventando.

O velho sentiu um reverso,
Vacilou visando o invasor.
Vetou sua poesia:
“Com pressa, não presta!
Sem dor não tem valor!”

O verso veloz
ao ouvir a voz lenta
virou, sem pudor:
“Condor não tem valor!”
Empresta a compressa?
- referiu (ao velho)
Empresta tua dor?”
-proferiu (o novo)
“Você vende dor!”
-feriu (ao velho)
“Você vem de dor!”
- preferiu (o novo)

“Vem ver!”
- convidou (o velho)
“Venho do amor!”
- revidou (ao novo)
“E vendo dor, viro amor !”
- validou (o velho)

e o versador conversador:
“vocês viram
um verso frio
inverso ao Rio
inferno vil.

vocês verão
o inverno quente
verso valente
da nossa gente”
o veloz divertiu

O sereno advertiu:
“Vá adiando o dia!
Vadiando à noite!
Odiando o sol!”

“Isso é poesia?”
-conversou o seco
“isso é sua dor?”
- versou seco

“Empresto minha dor!”
- desconversou o suador
“A sua não presta!”
- e sua na testa.

- Verso x Verso -

O novo veio saltando.
O velho, veios saltando.
O velho vertendo versos
O novo invertendo versos

“Os velhos vêm em vão!”
“Os novos vêm e vão!”
“Os novos vieram!”
“Os velhos viram!”
“Os novos verão!”
“Os velhos inverno!”
“seja bem vindo!”
“você já vem vindo?”

- Em FIM –

Viva o novo verso velho!
O velho verso novo!
O uno verso!
viva o verso!
Viva!

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