24 novembro 2006

"Horizonte"

Na manhã de sol radiante
(que sucedeu profundo breu),
se viu o horizonte distante
que a noite negra escondeu

encurralado ou sem luz,
sem ver esta tênue linha,
meu mundo todo se reduz;
e toda a beleza definha.
(o horror que isso produz,
atormenta a alma minha)

por um pouco deste momento,
rogo por qualquer fresta
entre tijolo e cimento
pra observar a bela festa:

ao primeiro lume do céu,
subo ao cume dum monte
a linha se torna clara,
define-se o horizonte!

então, minh´alma se anima;
céu e terra: tudo coincide!
um embaixo, outro em cima,
...só o horizonte os divide.

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