10 novembro 2006

"Menina dos óculos escuros"

Para a menina-abelha


Um par de retintas lentes
esconde-me de teu olhar
você se pensa invísivel
sendo leve como o ar

não sabendo ao certo
se me sorri ou se mentes,
apenas posso imaginar
o brilho por trás das lentes

continue secreta
mas esconde tua beleza,
(discreta abelha-régia )
evitando da natureza
uma ponta de inveja
(diante da tua realeza )


mas antes, deixa de mistério
pra eu seguir com minha poesia:
me diz aí se já tem alguém sério
que eu desisto de nosso dia a dia
[pois não aprovo o adultério
se houver melhor companhia]

sem nem saber o que você vê
imagino algo pra me agradar :
- pois se vive no que se crê -
me torno alvo de teu olhar

sei muito bem o que escolho
para fazer minha realidade
e viajo dentro de seu olho
não importa pra qual cidade

alguns dias você não passa
e volta quando não prevejo.
talvez seja pela cachaça
que acredito no que não vejo
e você me diz uma graça
já sabendo que te desejo
e não há nada que eu faça
que não seja por teu beijo

um dia pedirá com encanto
"beija-me até eu gemer"
para que eu seque o pranto
que você tratava de esconder

mas chegará por fim
o dia de você brilhar
você olhará para mim
me convidando proutro lugar
e de pronto direi sim
apenas com meu olhar

e vamos levando assim
pra tentar te conquistar
não me finjo de modesto
mas gosto de nosso amar

doce, sincero e honesto
meu amor não é exlcusivo
você sabe que não presto
e bem conhece onde vivo

e assim será
até que você seja
minha ex-amada

e assim será
em sentimento e sem pranto

e sei que não estou errado
se acredito quando me dizes
que, deitando-se ao meu lado,
tuas noites são mais felizes

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