02 novembro 2016

Poema do dia de Finados

Acorda, faz café, bota a calça, calça a bota e tá saindo quando a mensagem no zap informa: 'juan, não precisas ir à obra hoje, bom feriado';

No silêncio das máquinas, um respeito dos que estamos pelos que passaram;


muito depois que a grua partir e o barracão não estiver mais, seremos a pausa de silêncio guardada nesta construção,


construção que também há de se tornar um pixel mudo na memória da noite sem fim,


penso eu tomando outro café, com mais calma.


-- Juan Otoya

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